quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Chamas da Paixão

Buenas, mis queridos e queridas!

LA FOULE (TRADUÇÃO)
Eu revejo a cidade em festa e em delírio
Sufocando sob o sol e alegria
E escuto na música os gritos, os risos
Que eclodem e ressoam em volta de mim
E perdida nessa gente que me empurra
Atordoada, desamparada, eu fico lá
Quando de repente, me recupero, ele recua
E a multidão vem me lançar em seus braços
Empurrados pela multidão que nos leva
Nos arrasta
Esmagados um contra o outro
Formamos um só corpo
E a onda sem esforço
Nos empurra, unidos um ao outro
E nos deixa a ambos
Rejuvenecidos, inebriados e felizes
Arrastados pela multidão que avança
E que dança
E um louco "farandole"
Nossas duas mãos ficam suadas
E às vezes levantadas
Nossos corpos enlaçados voam
E nos torna a ambos
Rejuvenecidos, inebriados e felizes
E a alegria estampada pelo seu sorriso
Me transpassa e jorra dentro de mim
Mas logo eu dou um grito entre os risos
Quando a multidão o vem arrancar de meus braços
Empurrados pela multidão que nos leva
Nos arrasta
Nos afasta um do outro
Eu luto e me debato
Mas o som de sua voz
Se abafa com riso dos outros
Eu grito de dor, de furor e de raiva
E eu choro ...
Arrastados pela multidão que avança
E que dança
E uma alegre farândola
E sou empurrada para longe
E crispo meus punhos, amaldiçoando a turba que rouba
O homem que ela me havia dado
E que nunca mais o encontrei ...
(La Foule, interpretada pela Edith Piaf, cantora francesa da década de 50)

Entonses, mis queridos: esta semana presenciei tantas situações no meu trabalho e casa, que falam de paixão (algumas boas e outras nem tanto), sem contar naquele sequestro estúpido daquela menina de 15 anos (e seu desfecho mais estúpido ainda) que resolvi lançar uma enquete aos senhores e senhoras que comentam em meu modesto blog: como vocês definiriam paixão? O que vocês acham dela? Bom, ruim ou ambas? (daí a letra desta música, meio antiga, mas tão atual, falando em sentimentos) Respondam... gracias...

1) Tati: eu que "se escrevo" mal mesmo...rs: enquanto eu fazia o strogonoff eu via pela MTV o show da fofíssima Amy. Depois que eu li, me veio a cabeça um episódio do chaves onde a chiquinha fala pro seu madruga: o português é uma língua tão bonita quando falada corretamente... rs (Beijocas carameladas :D)

2) Señorita Ma: gracias pelos comentários fofos no blog...

3) Beijocas e abrazos a todos...

sábado, 25 de outubro de 2008

NO, NO, NO OR YEAH, YEAH, YEAH?!

Saludos, compañeros!
Há algum tempo venho aderindo ao jeito de escrever por notas. Antes, por pura preguiça e falta de assunto que rendesse uma postagem bacaninha. Hoje, porque simplesmente curto e as pessoas interagem mais. Meu blog não é um sucesso de tantos outros companheiros virtuais (nos quais eu dou meus parabéns, beijocas e abraços. Com um tantinho de inveja, rs, mas dou de coração), mas agradeço aqui os quase 300 perdidos na net que acharam isto desde 2006. :D
Entonses, chega de enrolação e vamos lá ao que me motivou a sentar na frente do pc e escrever:

COISAS QUE ME CHOCAM, ME FAZEM RIR, ACHO NONSENSE, BACANA, SEM SAL OU MARA (e aí vem a inspiração no seu ladir)!!!
  1. Quarta-feira resolvi fazer um strogonoff (sou meio um desastrado na cozinha: me queimo, me corto, me xingo, me deixo cair as panelas, me "taco" fogo no teto fritando bife, me queimo o pano de prato, enfim... é uma beleza!) inspirado no show da nossa queridíssima Amy Whinehouse na MTV. Confesso que eu gosto das músicas dela, um pouco adepto do estilo pessimista de ser (rs), um pouco porque por mais que falem dela e tal, há de se reconhecer que a guria doida tem atitude. Pois foi justamente esta atitude que me chocou: ver a versão moderna do bob marley (isso que eu curto dread, mas que cabelo é aquele?!) quase caindo, nem se aguentando no palco, cantando 1/3 de 1% da música e todo o resto ouvindo um negócio que sabe se lá que som tinha. Sem falar é claro da 51 no copo. Deu medinho... e ah! O strogonoff ficou mara!!!
  2. Acho que a era dos déspotas menos esclarecidos chegou no meu local de trabalho. O chicote está solto no ar... e a única coisa que me vêm na cabeça é aquela música ridícula de uma dupla sertaneja que nem sei o nome (help! quem souber me avisa?! rs): hoje a chapa vai esquentar... só que não é churrasco do bom não... hunf!
  3. Outra coisa que confessarei hoje (isso tá virando um confessionário, aff!) é que não sou fã de musicais. Me dá uma aflição de você ver o filme, o ator falar duas coisas e as outras 27 uma cantoria só. Num dá, gente, eu tenho problema, não consigo acompanhar! Mas (e sempre tem um mas na vida, eba!!!), por recomendação de um amigo, fui no cinema na quinta, sozinho mesmo, ver o musical Mamma Mia (adaptação de um musical americano para o cinema com as músicas do ABBA, para os poucos que nem sabem). E o argumento do Ric foi de que "o ABBA é tão ridículo que justamente por isso é que o filme é interessante". Como adoro coisas ridículas (rs), fui ver o dito... e num é que até a hora de dormir eu tava com as musiquinhas na cabeça?! Isso que peguei uma chuva quando fui pra casa, chego no cafofo e, sem luz, esquentar o rango com umas trinta velas e um calor...
  4. Por falar em clima, uma das poucas coisas que ODEIO nessa cidade é o clima: sem mentira nenhuma, aqui é uma coisa tão instável quanto a queridíssima Amy: chove, faz frio, venta, garoa, esquenta, esfria de novo... tudo na mesma semana... e se piorar, no mesmo dia!!! Nunca mais reclamo dos 47ºC de Foz, dos busão do New City lotado até a UNIOESTE, dentre tantas situações pitorescas. Pelo menos a gente sabia que era uma constante.
  5. Quase três semanas sem fazer a barba, parecendo um pedinte, quase ganhando as contas do amorzito, resolvo deixar de ser tão desleixado, ir pra um salão pedir pro barbeiro fazer uma barba bacana, com aquele cavanhaque de bode, sabem?! Acontece que simplesmente o fdp, além de me cortar todo e fazer o lance sem espuma, no seco mesmo, fez tudo errado. Respirei fundo, contei até dez e fui embora sem xingar nem nada. Até estranhei esta minha atitude de passvidade...
  6. Palmas para Tati, do RMM. Os post dela são simplesmente sensacionais (me lembrei do Cazé agora, falando "sensacional!" com toda sua performance) e esse da mistura da coca cola entonses...
  7. EU QUERO DESESPERADAMENTE VIAJAR!!! NEM QUE SEJA PRA PATO BRANCO, DAI!!!
  8. Señorita Jackou... por donde andas?! hãn?!
  9. Sucesso pra nova fisioterapeuta do momento... e ela sabe que é dela mesma quem estou falando... :D
  10. Que coisas te causaram sensações tipo: marrraaaaa!!!, NO, NO, NO ou Yeah, Yeah, Yeah nesta semana ou durante estes dias?! Please, comentem...
  11. besitos caramelados e abrazos a todos mis compañeros!

sábado, 11 de outubro de 2008

Que Nome Darei a Este Seriado?

Saludos, personas!

As coisas que utimamente andam acontecendo comigo me faz pensar que estou dentro de um seriado de tv, sabe? Desses que o SBT reprisa, tipo as novas aventuras de Christine (parece nome de filme pornô estrelado por Bianca Soares, mas td bem, tá valendo). Parece piada, mas acontece de tudo, situações do gênero:

a) um cara achar que vc é uma bicha louca querendo trepar que nem aqueles cachorros grudados no meio da rua e dar uma cantada grosseira em pleno ônibus lotado. Olhe, pena que o bus tava lotado, senão...

b) Os encontros de sexta-feira no café do teatro. Ficamos até quando dá, quando expulsam a gente ou quando tenho que ir embora pq eu trabalho no outro dia desde suuuuuper cedo (:/). O interessante são as bobagens que a gente conversa, as coisas nonsense que acontece com cada um durante a semana.

c) Durante uma das aulas, enquanto eu explicava a metodologia de apresentação de seminário para meus alunos, um deles levanta a mão e diz: Professor, o que é seminário? E o pior é que foi sério...

d) Da mesma forma, uma aluna, no meio da aula, solta essa: professor... eu adorei sua camiseta!!! (era uma camiseta preta, com dois legos, a noivinha feliz e o noivinho puto da cara e uma legenda escrita: game over, rs)

e) a convivência com o will, ora comercial da margarina becel, hora um show de heavy metal... daqueles beeeeemmm pesados, ora propaganda do mac, ora spam, ora aquele propaganda do serenata de amor (q achei super fofa!)


f) A maneira delicada como alguns amigos e amigas do trabalho tratam o parceiro (a): uma delicadeza de URSO PANDA, nunca vi igual. Falam tão mal do casamento, reclamam tanto... e a perguntinha óbvia que passa na minha cabeça é? Por que é que tá junto ainda?!

g) minha mania de ser retrô: ouvir músicas que ninguém sabe, ver filmes que pouca gente viu (tipo, aqueles que tem de 35 em diante... rs), imaginar na minha cabeça eu, michelito, o sr. retrô, anos 80, caminando pelas ruas...

h) Minha falta de grana me faz fazer cada malabarismo nas minhas contas, de tipo trabalhar em média, 12 horas por dia, acordar sonâmbulo, pensar que está fora do corpo, etc, etc e etc...

i) Se vc fizesse um seriado da tua vida, como ela seria?

Beijocas e abraços e aperto pros manos e pras minas...

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Bebê, Caí I Levantá!!!


Buenas personas!



Lista dos acontecimentos mais extraordinários, revolucionários, estapafúrdios e neurastênios dos últimos dias (era só um incentivozinho pra aguçar a curiosidade. Funcionou?! rs)



1) Achei que tinha exorcizado os lugares estilo "celeiro country bar" qdo eu saí de Foz. Mas há duas semanas, a persona (que nunca renega as raízes) acha numa vila de curita um lugar super interessante: Tex Country Bar, cheio de vileiros, agroboys, dançarinas cheias de celulite, horríveis e com a coreografia que lembra a gretchen, gogo boys estilo globo rural e um bando de gente "ciscando". Eu e meu amigo (que tinha insistido tanto pra que eu fosse acompanhá-lo) não fazíamos nada mais do que nos inculturar-mos. Tenho repertório sertanejo que vale para os próximos 10 anos...



2) A Frávia, que veio nos visitar aqui na capital neste fds, está se sentindo a gostosona, com uma auto estima suuuuuper lá em cima e com a filosofia de "biscate", passando rodo na molecada. E quer saber duma coisa? Eu adorei saber disso... (por que é que só nós, muchachos, é que podemos ser cachorrões e as gurias sempre ficam com a fama de rameiras para baixo? Hunf!)



3) Por outro lado, o que menos ando fazendo é tomar bebida alcoólica: meu senso de bom mocismo está em alta...



4) Idem também para as baladinhas e tudo o mais...



5) Finalmente, depois de tanto tempo, achei um remédio que fizesse com que minha rinite ficasse mais calma. Esse negócio de ter o nariz escorrendo sempre me faz sentir que nem aquelas criancinhas com seu "verdinho" saindo pelo dito... Salve Médico milagreiro que melhorou o bem estar deste ser!



6) A convivência com o Will está simplesmente ótima! Nem sei até qdo e em que circusntâncias, apenas sei que devo aproveitar o máximo desta fase...



7) Que saudade do povo de Foz! E de Foz! E da política (aqui é tudo uma coisa blasé demais, tanto que estamos há uma semana das eleições e eu não tenho a mínima idéia de quem votar para vereador). Pelo menos dá pra saber quem são os candidatos direitinho e ficar tirando sarro depois. Mas aqui não fica mto pra trás, pois figuras como professor Galdino (com sua bicicleta e sua musiquinha horrível), a mulher da cobra (vendedora do jogo do bicho da xv desde a idade da pedra lascada) e o gauchão (dizendo que vai limpar a política com seus aparatos de maragato, uia!) me fazem no mínimo, suspirar de tédio na frente da tv e achar que estou vendo uma versão piorada do zorra total.



8) Procurem no youtube Videos de Ji-Paraná e do Vanessão. Achei q já tinha visto mta bizarrice por aí, mas estes estão merecendo o troféu "joinha"...



9) me contem seus acontecimentos da semana...



Besitos caramelados a todos...

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Hola Personas!

Personas de mi corazón... vortei!
Depois de mtas andanças e coisas por aí... acho que a enquete proposta pela Tati do RMM (e que, tardiamente estou respondendo... :P) servirá para saber das coisas por aqui. E, tal como ela, proponho os que não comentaram a responderem.
1) sete coisas que faço bem:
* improvisar
* escrever
* xingar atendente de telemkt
* perguntar a mesma coisa 2 segundos depois de respondida
* seduzir (uia!)
* ouvir
* bater carros em estacionamento
2) sete coisas que não faço e não sei fazer
* manter a calma por um tempo considerável
* beber sem passar mal no dia seguinte, seja vomitando ou o quê...
* musculação
* aprender coisas de informática, tecnologia e o escambáu (sempre faço cara de paisagem pra tudo isto... e vou me virando no que posso)
* ser anti-social
* organizado
* concurso
3) sete coisas que me atraem no sexo oposto (parênteses tb pro igual)
* olhar meio inocente, meio safado
* papo interessante
* bom humor
* largados S.A.
* gentileza
* sociabilidade
* detalhes do corpo que considero exóticos, seja mãos, olhos, boca ou o quê...
4) sete coisas que detesto...
* burrice
* fedor de todos os tipos
* arrogância
* mentira
* que me faça sentir um prisioneiro
* falta de educação
* atrasos (aí se acrescenta: desmarcar e não avisar, etc...)
5) sete coisas que digo com frequência
* Ou seja
* De boa, querido!
* Tipow
* Entende?!
* Pára tua moto na BR! (de um vídeo trash no youtube q eu vi... quem quiser procure pelo Vanessão por lá)
* Tá tarde, né?
6) sete atores/atrizes que gosto
* Dustin Hoffmann
* Fernanda Montenegro
* Jack Nicholson
* Sandra Bullock
* Meryl Streep
* Gloria Pires
* Fernanda Torres
7) sete atores/atrizes que detesto
* mariana ximenes
* marília gabriela (mas é atriz?!)
* ( e acho que essa lista vai dar mais de sete, entonses... )
8) sete filmes que adoro
* as horas
* piaf: um hino ao amor
* tootsie
* as good as it gets (melhor é impossível)
* central do brasil
* perfume de mulher
* mudança de hábito
9) sete filmes que detestei
* a lenda de beowulf
* transformers
* Hedwig
* 13 fantasmas
* a colina tem olhos
* as confissões de smith
* caminho selvagem
10) sete livros favoritos
* perdas e ganhos (Lya Luft)
* a menina que roubava livros (Marcus Zusac)
* educação líquida (Miguel Longhi)
* cem anos de solidão (Gabriel García Márquez)
* memória de minhas putas tristes (Gabriel García Márquez)
* budapeste (Chico Buarque)
* quincas borba (Machado de Assis, o único livro que gosto dele)
11) sete coisas legais nos últimos sete dias
* o will veio morar comigo
* o programa casual de domingo na casa do vitor
* o telefonema da jackou
* dormir até mais tarde na segunda-feira
* saber que meus alunos estão mais próximos de mim
* me sentir menos cansado
* estar mais otimista
12) sete constatações inúteis
* que continuarei com minha onda de pessimismo, sarcasmo e ironia sempre
* que falta de dinheiro é um pobrema!
* ficar vendo coisas de entretenimento na net, saber da vida alheia, rs
* que não deixarei tão cedo de ser uma pessoa desregrada em alguns assuntos
* que nunca conseguirei ser vegetariano, por mais que me esforce
* do qto a maioria dos caras da academia ou são idiotas ou um bando de passivas enrustidas querendo dar uma de machão
* que serei uma pessoa bondosa, compassiva e carinhosa always (ha ha ha)
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Beijocas a todos!


domingo, 13 de julho de 2008

Assuntos Diversos

Saludos, personas:
Utimamente não me sinto mto afim de discorrer sobre um assunto aqui (falta de tempo, de saco, de inspiração, vontade, decência... etc). Entonses, pensei em fazer algo como notinhas de jornal: vários assuntos numa coluna. Entonses, vamos lá:
1) Por mais que a gente queira ser diferente, a medida que passa ficamos parecidos com nossos pais em boa parte das situações e casos. No começo, admitir isso era foda pra mim, tinha aquele lance de engolir orgulho e tal... depois foi ficando mais susse.

2) Estou com um projeto de livro engavetado há pelo menos quatro anos e meio... mas nem encontro a coragem necessária pra levar a uma editora e ver se vale mesmo a pena publicar. No último livro que li (queridos amigos), uma das personagens diz que todo mundo quer ser escritor, ator, músico hoje, esquecendo de coisas básicas como talento para a coisa, entendem?

3) O que vcs pensam do casamento? Eu gostaria sinceramente de saber...

4) Posso dizer com todas as letras que o amor nos torna pessoas melhores, mais lúcidas, mais responsáveis com o outro e essencialmente consigo mesmo. A prova mais clara disso pra mim é quando nas situações de "barra" a gente ainda olha a pessoa com os mesmos olhos de quando conheceu.

5) Definitivamente: sou um ser da noite. Mas as noites por aqui andam tão chatas...

6) Essas duas semanas e pouco que leio e vejo os jornais só ouço falar de prisão e soltura de banqueiros e endinheirados, crianças tacadas de janelas ou mortas brutalmente, e o lance da tolerância zero com bebida e volante. A pergunta constante que martela minha mente é que interesses estão por trás da informação jornalística?

7) Pessoa na qual o michelito gostaria de conhecer logo, pq simplesmente quer: a Tati, do RMM. As outras todas q estão longe ou muito longe: gostaria de reuní-las num grande boteco, tomar cerveja com petiscos e dar mta risada...

8) Por hoje é só pessoal... después tem mais... =p

terça-feira, 1 de julho de 2008

Aos Meus Amigos (*)

Saludos!
Hoje estou terminantemente triste. É isso, admito.
Acho que quando a gente começa a pensar demais nas coisas, essencialmente nas falhas que vc não conseguiu corrigir e/ou conviver com elas (ou quando mta coisa chatinha acontece duma vez só), a frustração sobrevém de uma maneira q vc se sente impotente e começa a fazer perguntas do tipo:
1) será que a vida se resume a levantar, trabalhar, voltar pra casa, estudar, ganhar mal pra pagar contas?
2) em que coisas q eu sempre travo ou erro no mesmo ponto?
3) a vida faz sentido mesmo? somos donos do nosso próprio destino de verdade ou a gente fica tomando medidas paliativas no meio do caminho e fica tentando se convencer q pode? Ou ainda somos marionetes de crendices e baluartes religiosos dizendo que tudo é assim, que está escrito ou que Deus quis assim?
4) qual é o nosso poder de decisão e influência no mundo?
Enfim... eu sinto saudade de mta coisa... mas essencialmente sinto saudade qdo eu era mais otimista das coisas (essa fase durou dos 16 anos 24 anos). Realismo demais ou conhecimento demais às vezes têm seu ônus, e não ter o equilíbrio suficiente pra lidar com isso é foda.
Sei q questionamentos como estes todo mundo têm, faz parte da vida e a medida que envelhecemos a gente se torna mais maduro, crítico, enxerga melhor as coisas... tanto as alegrias quanto as coisas menos boas, digamos assim. E mais do que isso... as coisas passam.
Minha indignação é: por que tudo têm de ser tão difícil?!
Beijocas e abrazos a todos... (**)
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(*): Livro da Maria Adelaide Amaral que inspirou a série queridos amigos. O Ric me advertiu q, se eu não quisesse ficar deprê, que não lesse o livro. Li na primeira vez e não achei tão desesperançoso assim, mas na segunda vez... enfim, o livro é ótimo, faz com que a gente reveja mta coisa na cabeça e mesmo sendo aparentemente ácido e forte, têm uma mensagem positiva.
(**) Estejam livres pra questionarem, responderem as perguntinhas, concordar e discordar...

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Fragmentos de Conversas do Ônibus (e eu com meus pensamentos).

Buenas, personas!
Indo pra pós, último módulo, último dia de aula e duas conversas nada iguais, gritadas por adolescentes. Ônibus lotado, fim de tarde, eu tentando ler um texto. Mas dada altura ficou impossível de ler, dado o tom de voz elevadíssimo das pessoas. Tento prestar atenção e eis aí algumas partes (nota-se que as conversas eram gritadas ao mesmo tempo, que nem mesas de campeonato de truco... rs)

CONVERSA 1
Garoto 1: Acho que fulano é viado.
Garota com vozinha irritante 1: nossssa.... sério?! acho que eu já desconfiava.
Coro de adolescentes: huummmmm, pois eh.
G1: ele deu um beijo no rosto de sicrano, aí sicrano deu um soco nele, mó baxaria na escola.
Garota 2: ele é cheio de jeitinho, bichinha, bem afetada. Tá na cara q dava pra saber.
Coro: dava risada, faziam chacota (só não peguei mais coisas pq o guri do banco ao lado do meu urrava, da outra conversa).
CONVERSA 2
Profeta Teen: Porque se você está doente e eu falo "vamos orar por ela, pedindo que melhore", eu estou fazendo intercessão. Eu estou intercedendo por ela, como Jesus mandou que intercedêssemos uns pelos outros.
Coro de seguidores: é isso mesmo (cochicho).
Profeta Teen: Deus perdoa de todos os pecados (...)
Aspirante a João Batista: Mas tem um pecado sem perdão, né?
PT: É o pecado contra o Espírito Santo, esse sim não tem perdão. Quando você trai por exemplo, você está acabado com a alma daquela pessoa. Trair não é uma coisa horrível? Então, você está corrompendo a alma daquela pessoa (...)

A essa altura, eu já dava risada sozinho no banco e pensava comigo mesmo: " saudades do meu tempo de adolescente q acreditava numas coisas com uma pureza e inocência tão grande que era mto mais fácil ver o mundo, falava sem refletir... e pq simplesmente era mta coisa pra uma cabecinha e hormônios só. La lucha! La revolución! etc... rs"
E vocês... que conversas de bus te fizeram se emocionar (rir, ficar com raiva, chorar, etc)?
Abrazos compañeros!
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1) Adorei ver o Jean, os pais dele e a Carol no fds passado. Percebi qto tempo passou desde que nos conhecemos, ficamos mais maduros, digamos assim. Mas o carinho e amizade continuam intactos.
2) Mais novo desempregado da City (eeeeeeeeeeeee!!!!)
3) Ando me sentindo tão só utimamente!!! E nem é tanto pela falta de pessoas pra encontrar ou coisas pra fazer. É que mesmo morando só há 8 anos, só agora me dei conta que eu nunca parava em casa pq eu simplesmente não suportava minha própria companhia. Estou aprendendo a duras penas... mas beeeem lentamente, descubro as vantagens da solidão. Até pq, fugir de nós mesmos é uma coisa impossível, hãn?!
4) Ganhei convites pro show do Nenhum de Nós!!!!! Massa, né? Bjo, Nana!!!
5) Odeio datas inventadas pelo comércio que é essa do dia dos namorados: A cidade tá num apelo só pras compras e tal (tem um shopping q até está trazendo Vanessa da Mata). PORRA! Soma-se o fato das pessoas que encontro perguntar da pessoa que amo (ela está viajando há mais de 20 dias nos parenti, longi), fazem cara de paisagem, dão aquele abraço mixuruca e dizem: coitado! Dá vontade de dar um soco...
6) Agora meu cabelo tem balanço (eeeeeeeeeee) fiz relaxamento. E olha que não ficou nenhum pouco artificial... e mto menos bichona demais... rsrsrsrsrs
7)comentem, comentem e comentem =)

sexta-feira, 23 de maio de 2008

O dia depois dos 27

Saludos, personas!

Engraçado que sempre quando estamos perto de fazer aniversário a gente fica fazendo balanço da vida, de tudo. Como sou alguém meio pessimista das coisas fico pensando geralmente nas coisas que deixei pra trás, nas palavras e atos que não disse e/ou fiz, etc. Segunda eu estava conversando com a Ana e ela resumiu meu dilema num conto de duas mulheres que estudaram juntas no ensino médio. Anos depois se encontram e cada qual diz como é que levaram as coisas:

-Ah, eu casei, tive três filhos, já cresceram, cada qual seguindo sua vida, um deles está prestes a se formar e eu sou avó de um neto maravilhoso.

e a outra:

-Bem, assim que terminei a faculdade resolvi fazer um curso no exterior. Aí já emendei com mestrado e doutorado... comprei uma bela casa, viajei para os lugares que sempre sonhei na vida e hoje tenho uma vida financeiramente confortável.

Bem, as duas se despediram... e no caminho cada uma pensava nas coisas que poderia ter conquistado se tivesse feito diferente, como a outra.

Hummmmm... esse caso talvez ela me disse pra ilustrar o quanto a gente fica sempre, sempre insatisfeito com tudo, em vez de bendizer a sorte das coisas nas quais conquistamos.
Aí compreendi que as insatisfações, se forem bem usadas, são as forças que nos conduzem ao aprimoramento, tanto em casa como na profissão.

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1) Apenas 27 anos. Tudo isso, jah?! Enfim... a idade galopa, o tempo também, pra uns eu sou novinho e pra outros "passado". Nem sempre aproveitei ele, o tempo, como deveria, confesso. Perdi minhas preciosas horas com muita coisa mesquinha e fútil. Mas ganhei minutos com pessoas especiais (nem preciso citar, todas elas sabem) e comigo mesmo que simplesmente são eternos, inesquecíveis.

2) Eu quero desesperadamente viajar!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

3) abrazos e beijocas....


quinta-feira, 15 de maio de 2008

Com A Palavra, Uma Tentativa de Defesa

Saludos!

Confesso que a perguntinha que deixei no post anterior (e os respectivos comentários dela pelos meus queridos leitores) me motivaram a escrever este. Acho que por uma série de argumentos, longuíssimos pra descrever aqui, me fizeram hoje a discordar um pouco das minhas nobres colegas.
Sim, por algum tempo eu achava que as pessoas precisavam achar a sua respectiva metade, tampa da panela, tanto em amizades, relacionamentos, trabalho, famiage, tudo, enfim. Aí percebi que esta era uma visão ingênua e romanesca demais das coisas, que era algo apreendido do chamado "amor verdadeiro ou amor romântico"

BREAK (a little sobre essas duas coisas)

Segundo Regina Navarro, psicóloga carioca, em seu livro A Cama Na Varanda, argumenta que a forma de amor na qual comumente é inquestionável nos dias de hoje foi algo construído e apreendido desde o século XIII, num processo beeeeeem lento. De que as pessoas só seriam felizes com uma pessoa só na vida, que o amor e a paixão (aqui confundidos) durariam para sempre, que seria impossível ter mais de um amor ao mesmo tempo, de que um pouco de ciúme é ótimo pro relacionamento. Nota-se de passagem a tremenda da discriminação entre os homens e as mulheres, tanto que geram estereótipos do tipo homem solteiro está aproveitando a vida... e mulher solteira ninguém a quer. Também aqui se aplica o caso da traição, de que quem trai não ama mais a pessoa, de que as mulheres são sempre santinhas, etc, etc e etc. Os meios de comunicação adoram explorar esse tipo de amor.
Penso que o lado bom disso é que os relacionamentos ficaram mais humanizados, houve a instalação da ternura, do casamento por amor, do carinho entre os pares, ainda que tímido no início. Mas pros tempos atuais, as consequências são desastrosas: várias pessoas são obrigadas a aturar maridos e mulheres em casamentos de fachada, no lugar da construção do relacionamento só há agressão, não admitir que o amor acaba pq simplesmente acaba, de que o ciúme sim é uma coisa podre e doentia. O livro da Regina, aparentemente parece super pessimista, tanto que ela não apresenta receita nenhuma. Ela quer apenas "arejar" as idéias de amor e sexo para que as pessoas estabeleçam um diálogo nesse mundo instável e busquem o equilíbrio. Sem dúvida, pra mim, esse livro foi ótimo pq me abriu inúmeras janelas de pensamento sobre o amor.


Também houve o tempo no qual eu pensava que as pessoas são completas sim, que Deus jamais nos faríamos incompletos pq seria aberração, e que as pessoas apenas procuram afinidades, compatibilidades e que daí estabelecem algo, constrói algo. Aí percebi que o perigo disso é que tendemos a ser prudentes e racionais demais, como se o amor (aqui equivale a todas as formas) fosse algo que pudesse ser totalmente exemplificado numa fórmula. Se assim fosse, a gente estaria se relacionando com pessoas exatamente iguais a gente e se mesmo assim estivéssemos com alguém diferente, o choque seria tanto que acabaria sendo insustentável. Ou padronizaríamos o mais fraco em caixinhas bonitinhas. Perderia a essência.
Hoje eu acredito em algumas coisas:

1) que somos pessoas incompletas e que nos completamos uns com os outros e por isso existe amizade, amor, família, consciência, sociedade.

2) que o estar só é uma constante na nossa vida, e que jamais podemos esperar que o amor queira resolver todos os problemas, não criando falsas expectativas. Que nascemos só e morreremos só. Nossa cultura não nos educou para a solidão, por isso é tão horrível chegar em casa às vezes e estar tudo em silêncio...

3) que existe uma diferença ennnnnooooorrrrme entre ser apaixonado pela pessoa (mesmo com todas as irritações e frustrações, mas se as coisas boas superam as ruins e há diálogo e carinho, vai-se embora) e pelo fato de estar apaixonado (aí resulta de nos entregarmos pouco, de criar barreiras, de usar as pessoas como se fossem copos descartáveis).

4) que mais do que as porras de teorias de relacionamento, livros de auto-ajuda e o escambáu de amor, para se estabelecer diálogo verdadeiro com o parceiro é preciso primeiro conhecer-se, aceitar-se, e saber que somos humanos, sujeitos a cenas de infantilidade e cagadas enormes.

5) que um dia o amor pode acabar pq simplesmente acaba e não há nada que possamos fazer quando isso acontece senão ser verdadeiro consigo e com o outro.

6) que o acaso existe sim. Que há fatores e forças tão absurdas neste universo que fazem com que uma pessoa encontre com outra exatamente naquele dia, naquela hora, e que justamente só ela no mundo é que é importante. Que só ela foi capaz de te cativar, sabe-se lá por que. Podemos estabelecer parâmetros pra isso, mas jamais quantificar ou racionalizar isso cem por cento. Simplesmente acontece. Aí sim, neste caso, creio sim que as pessoas naquele momento, foram feitas uma pra outra. Mas que no dia seguinte, não se sabe se essa máxima perdurará.

De todas as coisas que eu vivi nesses pouco mais de dois anos aqui em curita, o maior ensinamento que tive foi esse: de que o amor é, ao mesmo tempo, ameaçador e benéfico. Basta dosarmos um pouco a cada dia. Talvez por isso que hoje valorizo muito mais minha família, meus amigos e todos os outros que amo ou amei. Que deixei de ser ingênuo mas que conservei a essência de me encantar com diálogos apaixonados que beiram ao ridículo. Que sou capaz das maiores burrices, que sou alguém difícil de conviver, mas disposto a amar e deixar-se amar.

E vocês, o que acham?

Beijocasssssssssssssss e abrazos......

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Maio


Um Pro Outro

Lulu Santos

Composição: Indisponível

Foi bom te ver de novo aqui
A gente tinha mesmo tanta razão pra seguir
Fora o som dessa guitarra
A voz sempre rouca
E o coração na mão

Surpresa certa te encontrar
A tua onda pega bem mesmo em qualquer lugar
Até na esquina do pecado
O que for da vida não nos deterá

Nós somos feitos um pro outro
Pode crer
Por isso é que eu estou aqui
E não há lógica que faça desandar
O que o acaso decidir

Tanta certeza no olhar
Tamanha pressa de chegar a nenhum lugar
Só pra ter a sensação
De que a vida passa assim como um tufão

Nós somos feitos um pro outro
Pode crer
Por isso é que eu estou aqui
E não há lógica que faça desandar
O que o acaso decidir

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Perguntinha: que coisas fazem com que duas pessoa sejam feitas uma para a outra? =)



terça-feira, 29 de abril de 2008

Isabellas Tupiniquins e o Efeito em Nosso Cotidiano

Saludos!

Não há alguma pessoa no Brasil que desconheça esse caso. Há mais de 15 dias que a mídia vem literalmente nos bombardeando, com um emaranhado de informações, revelações, etc e etc. É no trabalho, na pós, em todos os lugares que ando as pessoas puxam esse assunto. Tem horas que simplesmente dá vontade de gritar e dizer simplesmente: porra! Chega! Não aguento mais ouvir falar disso!
O interessante é que todo mundo quer dar uma de investigador e opinar, inclusive eu mesmo. Um colega da pós me disse que a guria é que se matou e quis incriminar o pai e a madrasta. A outra fica se questionando se o povo que fica em frente a casa dos parentes não tem louça pra lavar, ou seja, se não tem mais o que fazer do que ficar bisbilhotando a via alheia. Isso me lembra mto bem o caso da Madalena... lembram?!

Break... Quem foi Madalena?

Madalena: mulher adúltera relatada na Sagrada Escritura. Foi pega em vil ato com um carinha casado. As pessoas, escandalizadíssimas com o que feriria a moral e os bons costumes da época, resolveram dar um fim na vida da pobre apedrejando-a em praça pública (o detalhe disso tudo é que em nenhum momento é falado do cara com quem ela cometeu tal ato, como se só ela é que fosse a pecadora). Levaram pra um tal de Jesus (milagreiro para alguns, impostor para outros) para que o sábio opinasse. E aí o moço teve uma tacada genial: quem não tiver pecado algum... que atire a primeira pedra. O resto da história vocês conhecem...

Enfim. Os pais cederam entrevista ao Fantástico (que utimamente de fantástico tem muito pouca coisa), onde eles diziam, diziam e diziam... mas no fundo não diziam nada. As pessoas fizeram artigos, esbravejaram contra o que seria um verdadeiro atentado a vida, artistas indginadíssimos registraram sua opinião... até a Fátima Bernardes escondeu seu choro em pleno JN. Agora, a pergunta que não quer calar é: até que ponto este caso altera a vida de milhões de pessoas que todos os dias são violadas do direito a vida, crianças que são assassinadas descaradamente e tantas outras mazelas? Por que é que o caso dessa guria doce que teve um fim trágico veio a tona e dos outros não? Porque talvez ela é da classe média paulistana, mesmo com o pai falando um português que sinceramente me envergonha.
Se fizermos uma linha histórica, veremos que grande parte dos casos que "mexeram com a opinião pública" os envolvidos pertencem a classes abastadas, ou média.
Meu registro aqui não é de alguém que queira simplesmente que tudo se foda. Até porque eu sou um cidadão otimista brasileiro e que, acima de tudo, acredita nas instituições e nas pessoas. E espero que os culpados sejam punidos nesse caso.
Contudo, nunca devemos nos esquecer que para que tais coisas sejam minimizadas, é preciso que a gente ensine as pessoas a respeitarem umas as outras, desde pequenininhas. Parece romântico demais pros dias de hoje, mas ainda sim é válido. Assim, casos de artistas fazendo artigos violentíssimos no jornal pq simplesmente roubaram seu rolex, ou quando forem encontrados dólares na cueca, ou ainda quando bandidões do crime organizado dentro das cadeias coordenam suas ações (às nossas custas) simplesmente não existiriam... pq um lixeiro seria tão valorizado qto um psicólogo, turismólogo ou artista. Pq simplesmente é pessoa com direito a vida, a comida, e amor e segurança.
O caso relatado nas escrituras nos ensina muito. Ir na casa da família (querendo ou não, eles estão abaladíssimos psicologicamente) fazer escarcéu, tacar pedras e bater em todo mundo para simplesmente expiar as culpas de cada um não adianta muita coisa. Também exigir das autoridades respeito se nem ao menos a gente não respeita nosso vizinho é demagogia pura.
Que Isabella descanse em paz... e que tantas Isabellas ceifadas em nosso país também. E, acima de tudo, que nunca descansemos de lutar a favor da vida, indistintamente, mesmo que nosso sistema pregue que os pobres são necessários porque simplesmente dão lucro.

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1) Beijos e abraços a todos.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Certezas, Incertezas e a Vida Nesse Bojo Todo

Eu tenho algumas certezas:
certeza de que sou feliz hoje
certeza de que existe um hoje
certeza do meu amor
certeza de que sorverei deliciosamente meu suco (gengibre, hortelã, limão e abacaxi)
certeza de que seus braços me confortam e
certeza de que vou morrer.

Entretanto não tenho certeza alguma:
se morrerei hoje, amanhã ou depois
se haverá um amanhã para todos
se meu delicioso suco me fará um bem ao meu sistema imunológico ou se me dará um belo de um desarranjo intestinal!

Se ficarei contigo e você comigo e
se serei feliz amanhã.

P.S.: e é aí que está a graça de, tão somente, viver.

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Escrito nesta quinta, depois de cabular a aula da pós porque simplesmente não queria ir, depois de pensar na vida e nas coisas, sorvendo um suco, tomando uma beberagem pra minha insistente gripe, contente, com expectativa de como será o filme que assistirei em poucos minutos (e, diga-se, estou meio atrasado pra sessão).

Beijocas, abrazos... enfim!

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Coisas Que Definem Muito Bem a Gente em Poucas Linhas


Seiscentos e Sessenta e Seis

A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são 6 horas: há tempo...
Quando se vê, já é 6ªfeira...
Quando se vê, passaram 60 anos...
Agora, é tarde demais para ser reprovado...
E se me dessem - um dia - uma outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio.
seguia sempre, sempre em frente ...

E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...


Mario Quintana, in: Esconderijos do Tempo

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1) Que vontade de viajar pra qq lugar que nunca fui...
2) Por que é que a gente quer fugir da instabilidade e das adversidades se nada na vida é estável? É muito óbvio isso... mas quem é que consegue colocar efetivamente na prática? (se souberem da receita, me avisem)
3) Que saudade de inúmeras pessoas, mas especialmente que saudade da Lidi e da Jackou!
4) Queiram, por gentileza, responderem minha perguntinha nos comentários: que coisas definem vocês em poucas linhas?

besitos....

quinta-feira, 20 de março de 2008

Notícias....

Saludos compañeros!!!

Dia desses vi no jornal da record estadual (utimamente ando me esforçando para passar mais tempo em casa, quietinho, vendo jornal, lavando roupa e limpando tudo regularmente... tudo como manda o figurino de um dono de casa, rs) uma apreensão recorde de LSD, aqui no PR. Nem prestei atenção onde é que era isso, mas fiquei fascinado com o material apreendido: eram várias cartelinhas com selos de carta, inocentezinhos, bonitinhos, meiguinhos. Cada selinho era dividido em vários quadradinhos onde eram vendidos nas raves a 10 pila. Na hora pensei: esse lance é bom pra deixar a gente acordado pela manhã?! Não, meus caros, neste ponto sou "careta" e nem experimentei droga nenhuma, apenas por falta de vontade mesmo e por outras razões que nem quero explicar aqui. Não também, não sou desses que fica fazendo um discurso xiita sobre isso, que nem as instituições conservadoras fazem com a camisinha. Sim... faz mais de 15 dias que a única coisa que quero é ficar o dia todo na cama.... mas bem... onde estava?!
Hum... acontece que hoje, quando acordei, resolvi tomar o xarope pra bronquite... e não é que o negócio me deixou mais ligado?! Acho que vou estocar esse xarope... e vender nas raves como: Salbutamol... a droga do momento.... rs
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Há cerca de um mês me rendi a um lance chamado TERAPIA. Sim... a vida toda achava uma babaquice danada (e ainda acho) as pessoas pagarem pra contar suas vidas pra uma pessoa totalmente estranha... e ela, com os pressupostos, baluartes, salamaleques e todos os qua qua quás da psicologia orientar, dar conselhos, ouvir, julgar... Tanto é que na primeira sessão disse pra guria que eu me sentia um idiota e com raiva de mim mesmo por procurar uma pessoa como ela pra me ajudar... ela simplesmente ficou me olhando...
Bem, ser falante que sou, e tal... o fato é que curti a guria. Talvez as circunstâncias que me levaram até lá me ajudaram a isso, mas simplesmente curti ela, achei fofa a guria. Até ela mostrar as garras e me colocar na parede, na última sessão, dizendo que eu deveria, pra começar, ser mais honesto com ela. Confesso que despertaram coisas adormecidas em mim... somadas ao que ela disse e tudo mais, saí de lá com uma puta de uma raiva e estranheza, e teimosia em saber onde é que isso vai dar... se serei mais consciente dos meus desajustes ou não, ou se acabo metendo a boca nela, como já fiz com muita gente...
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Que mais?! Largado na pós, trabalho igualito como siempre, continhas como siempre, relacionamento bien até que se prove o contrário, casa boa, sorrisos iguais, personas na minha casa, saidas casuais, conversas virtuais casuais, rusgas com amigos aqui e acolá, vivendo e aproveitando sempre. Resumindo... me sinto estranho... num processo de transição... mas curioso no que isso vai dar. E, acima de tudo, esperançoso.

E vocês, que notícias e ares me contam?!

;-)

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Quando Ela era ele (ou ele era ela)


Saludos!

Será que é só comigo, ou há beeeeem mais gente que gosta de músicas antigas e/ou filmes bem antigos nos quais se fizermos uma análise da história constatamos que ele era clichê demais, ou água com açúcar demais, ou não-convincente demais, mas havia algo de, digamos, magia, que se percebe pouco hoje?
Sempre quando vou ao cinema, especialmente sozinho, percebo que cada vez mais os filmes estão chegando a dois extremos: ou as sinopses são muito densas ou são simplesmente descartáveis. Toma-se como exemplo Sexo Com Amor, Cloverfield e Onde Os Fracos Não Têm Vez, os três últimos filmes que vi. O primeiro parecia uma novelinha das sete da nossa famigerada, porém global, emissora tupiniquim. A impressão que tive é de que o diretor apenas preocupou-se em lançar as histórias, nada mais. Ficou estranho. Sobre o segundo, de tão sem noção que achei... ...simplesmente fiquei sem palavras para descrever.
Quanto ao último: Achei ótima a interpretação do Javier Barden, o enredo bem construído, a conexão com a realidade. Entretanto, saí do cine com a impressão tão pessimista de tudo que Deusolibre!
Claro, há filmes atuais nos quais mesmo com histórias muito densas possuem um quê de beleza, magia e esperança, como Beleza Americana e As Horas, por exemplo. Mas filmes como esses, é verdade, são cada vez mais raros.
Talvez meus caros leitores tirem certo sarro, mas um dos filmes que mais marcaram minha vida é um beeeem antigo, de 1983, chamado Tootsie.

BREAK (um pouco do filme)

Sinopse

Desesperado em busca de emprego, Michael Dorsey (vivido por Dustin Hoffmann), um ator perfeccionista e de temperamento difícil resolve se vestir de mulher para disputar um papel feminino em uma telenovela. O que ele não esperava era obter tanto sucesso com o seu papel. Porém, manter a farsa, fica cada dia mais complicado, especialmente porque ele se apaixona por Julie Nichols, uma das atrizes da telenovela, e se se declarar, acabará revelando que é um homem.

Hoje, a caminho do trabalho, enquanto refletia sobre as bênçãos e estresses da semana, tocou no rádio a música-tema desse filme (It might be you, by Stephen Bishop). Pensei na história tosca do filme, mas lembrei da conexão com a realidade: dos momentos que fingimos ser outra pessoa para agradar algo, conquistar alguma coisa ou pessoa, quando na verdade simplesmente deveríamos confiar mais no nosso taco, simples assim. Afinal, meus caros, viver dói. E quem não estiver DISPOSTO a viver, segundo a filosofia do Capitão Nascimento: PEDE PRA SAIR!
____________________________________________________________________ 1) Saludos para Tati, mais nova colega da companhia blogueriana.

2) Quinta-feira resolvi tomar uma cerva, sozinho, num bar cubano, depois da pós. Há mais de um ano que não fazia isto com tanto prazer na alma, ainda mais sendo eu um carinha observador.

3) Acho que as ótimas mudanças vêm por aí... dá pra sentir isso no ar, mesmo com as poluições diárias...

4) comentem, comentem e comentem.




terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Alea Jacta Est!


Salve! Ser curioso que sou, dei de cara na internet com as previsões, digamos, cabalísticas, para meu signo neste ano (que é toda aquela coisa de ano de marte, Ares, deus da guerra, enfim...). Acho essa história de signos curiosa: quase todo mundo vive dizendo que não acredita, bla bla bla, entretanto sempre que pode, "ocasionalmente" fica lá, dando uma fuçada. Creio que eu faço parte desse grupo de pessoas. No entanto, eu fico sempre intrigado porque se mudarmos o signo e trocarmos as palavras, a impressão que dá é de que eles dizem a mesma coisa pra todo mundo, como se todos nós fôssemos uniformes. Os signos querem tentar padronizar algo que é inerente a individualidade. Deixa eu explicar: Sou nascido no dia 20 de maio, último dia de touro, por volta das nove da noite, acho. Segundo isso, o simples fato de ter nascido taurino, me rotulam com um monte de características que sei do mais íntimo de mim que simplesmente não correspondem com o meu ser. Por um bom tempo até que fui bem mais fervoroso qto a isso, escolhendo minhas amizades e amores com pessoas, digamos, compatíveis. O resultado, como era de se esperar, deu em bode. Sofria por um bom tempo, me perguntando por que raio as coisas deram errado sendo que todas as previsões diziam exatamente o contrário. (isso os astrólogos e quase todos os ólogos sequer dão uma explicação razoável). Até que descobri uma coisa: as individualidades de cada um é que compõem a riqueza do nosso ser. É como se houvesse dias nos quais eu acordaria leonino, almoçaria capricorniano, trabalharia virginiano e dormiria pisciano. Sempre a gente fica imaginando pessoas nas quais elas teriam todas as qualidades nas quais sempre sonhamos. Ou seja, vemos as coisas de uma maneira distorcida e romanceada demais. Por um tempo isso é bom, pois segundo a psicologia, precisamos das ilusões para viver bem. Mas aí vem a convivência, o dia a dia, e as coisas parecem um dramalhão barato mexicano, vêm as acusações, etc, etc, etc. Penso hoje que o lance é administrar esses conflitos, pesar na balança o que é bom do que não é e seguir a vida, assoviando. Desapegar a essas tentativas de padronização burra das coisas e ir em busca da essência de cada um e principalmente da sua. Não é errado acreditar em finais felizes, assistir comédias bobas românticas, ligar para aquela pessoa só pra ouvir a voz, se sentir meio poliana. Entretanto, é perigoso querer viver sempre esse estado de euforia e não admitir que tem dias nos quais nascem cinza porque nascem, simples assim. Estou com muitas dúvidas na minha cabeça, com algumas dores no coração, mas com a esperança, consciência e otimismo de me relacionar com as pessoas. Pois só assim posso ficar indiferente a essas coisinhas burras que a gente lê e fazer até da tristeza um samba, como fazia nosso saudoso Vinícius de Moraes.
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1) Aos leitores: abrazos, besos e deixem sinal de vida, recadinho, fumaça, enfim. ;-)

2) Resolvi fazer um quadro de metas para esse ano, em parte pra contradizer tudo o que eu disse, em parte para concordar. Vai entender... rs

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Pós Carnaval e Pré Bossa-Nova?

Salve personas!

As pessoas comumente vivem dizendo que a realidade cai bem à tona depois que acaba o oba-oba do carnaval. Sinceramente às vezes penso que esse período todo de quaresma e recolhimento é meio que um castigo dum período taaaaaaao "devasso", digamos assim.
Dia desses li num blog duma guria que nunca vi na vida, mas simplesmente adoro as coisas que ela escreve (www.respeitemeusmullets.blogspot.com) que ela estava meio cansada da atmosfera pesada de tudo. Queria coisas leves, comédias bobas românticas, pessoas bobas românticas, tudo azul, que nem aquela música da Baby do Brasil *

BREAK (Em linhas resumidas para informação de todos)

*: mulher que nos anos 80 cantava hits de sucesso na terrinha tupiniquim. Tem três filhas cantoras (será?!), de nomes impronunciáveis. Levava una vida loka e, desde que aceitou jesuis, largou daqueles tempos, trocou de nome (antes, Baby Consuelo). Mas não trocou a tinta do cabelo.

Enfim... há algumas semanas assisti o filme Transamérica (pela 3ª vez) e uma frase martela constantemente minha cabecinha: "...ou minha mãe está certa e eu sou uma pessoa volúvel mesmo".
Confesso que estou numa fase da minha vida que se parece com esse tempo meio castrador quaresmal (desculpem a sinceridade, apesar da minha catolicidade, esse tempo bem que podia ser numa outra ocasião, mas...): a alegria do carnaval está se esvaindo, vejo tudo com uma brutalidade das coisas, meu coração anda despedaçado, ouço muita coisa de todo mundo mas muito pouco daquilo que tudo ouvi serviu realmente pra estancar essa puta dessa raiva surda.
Só espero que esse tempo seja transição para a bossa-nova, onde até nas dores de amor, trabalho, família e todo o bla bla bla, os participantes do movimento sabiam celebrar com elegância as alegrias e desgraças.

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1) Abrazos y besitos caramelados a todos...

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Innocence (tradução)
Bjork
Composição: Bjork, Timothy Mosley

Eu uma vez não tive medo, absolutamente nenhum
E então quando eu tive algum
Para minha surpresa eu cresci para gostar de ambos
Assustada ou corajosa, sem eles
A emoção do medo
Pensei que eu que fosse admitir isso
A emoção do medo
Agora apreciada grandemente com coragem
Quando eu uma vez fui intocável
A inocência rugiu, ainda espanta
Quando eu uma vez fui inocente
Isso ainda está aqui, mas em lugares diferentes
Neurose só se gruda a solo fértil
Quanto ela pode florescer
A emoção do medo
Pensei que eu que fosse admitir isso
A emoção do medo
Agora apreciada grandemente com coragem
Quando eu uma vez fui destemida
A inocência rugiu, ainda espanta
Intocável inocência
Isso ainda está aqui, mas em lugares diferentes
Medo é uma droga poderosa
Domine-o e você acha que pode fazer tudo!
Eu deveria me conservar para mais tarde
Ou ceder generosamente
Medo de perder, energia está drenando
Ele trancada seu peito, desliga o coração
Miseravelmente e mesquinho
Vamos abrir: compartilhe!
Quando eu uma vez fui destemida
Inocência rugiu, ainda espanta
Intocável inocência
Isso ainda está aqui, mas em lugares diferentes

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1º: ouvi essa música (segundo um amigo meu que acabou me acompanhando numa baladinha de rock no sábado de carnaval), mas nem prestei atenção na letra. Entonses, hoje, ele me enviou por link do msn e achei que ela traduz a saudade da minha inocência por tudo: pessoas, sentimentos, eu mesmo. Entretanto, cada vez mais prefiro ser assim.

2º: beijos Thá, Lou, Nana e Guto: o carinho, as risadas e as reflexões que vocês me deram nestes dias foram únicos, singulares.

3º: Cumprimentos pelo niver da jackou: daqui mesmo comemorei muito por você! ;-)

4º: hoje tem balada com músicas toscas! Uhu! Que carnaval divertido!

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Meus Carnavais em Curitiba

Salve!

Considerando que a minha vida é um turbilhão de coisas, sentimentos e acontecimentos, os três períodos de carnaval que passei nesta cidade (digamos que isto soa como pós-scriptium, rs) foram, digamos assim, curiosos.

o 1º: resolvi me mudar pra cá justamente nestes dias. Aproveitei com meu amigo Vitor, fomos para alguns lugares toscos, etc, etc. Ri muito

o 2º: meus amigos todos viajaram... eu fiquei por aqui mesmo... todos os dias, em casa. Apesar disto, não foi tão ruim assim.

3º: o deste ano é ano de decisões, reclusões e outras cositas. Não reclamo, faz parte do período.

Azúcar!