sexta-feira, 23 de maio de 2008

O dia depois dos 27

Saludos, personas!

Engraçado que sempre quando estamos perto de fazer aniversário a gente fica fazendo balanço da vida, de tudo. Como sou alguém meio pessimista das coisas fico pensando geralmente nas coisas que deixei pra trás, nas palavras e atos que não disse e/ou fiz, etc. Segunda eu estava conversando com a Ana e ela resumiu meu dilema num conto de duas mulheres que estudaram juntas no ensino médio. Anos depois se encontram e cada qual diz como é que levaram as coisas:

-Ah, eu casei, tive três filhos, já cresceram, cada qual seguindo sua vida, um deles está prestes a se formar e eu sou avó de um neto maravilhoso.

e a outra:

-Bem, assim que terminei a faculdade resolvi fazer um curso no exterior. Aí já emendei com mestrado e doutorado... comprei uma bela casa, viajei para os lugares que sempre sonhei na vida e hoje tenho uma vida financeiramente confortável.

Bem, as duas se despediram... e no caminho cada uma pensava nas coisas que poderia ter conquistado se tivesse feito diferente, como a outra.

Hummmmm... esse caso talvez ela me disse pra ilustrar o quanto a gente fica sempre, sempre insatisfeito com tudo, em vez de bendizer a sorte das coisas nas quais conquistamos.
Aí compreendi que as insatisfações, se forem bem usadas, são as forças que nos conduzem ao aprimoramento, tanto em casa como na profissão.

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1) Apenas 27 anos. Tudo isso, jah?! Enfim... a idade galopa, o tempo também, pra uns eu sou novinho e pra outros "passado". Nem sempre aproveitei ele, o tempo, como deveria, confesso. Perdi minhas preciosas horas com muita coisa mesquinha e fútil. Mas ganhei minutos com pessoas especiais (nem preciso citar, todas elas sabem) e comigo mesmo que simplesmente são eternos, inesquecíveis.

2) Eu quero desesperadamente viajar!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

3) abrazos e beijocas....


quinta-feira, 15 de maio de 2008

Com A Palavra, Uma Tentativa de Defesa

Saludos!

Confesso que a perguntinha que deixei no post anterior (e os respectivos comentários dela pelos meus queridos leitores) me motivaram a escrever este. Acho que por uma série de argumentos, longuíssimos pra descrever aqui, me fizeram hoje a discordar um pouco das minhas nobres colegas.
Sim, por algum tempo eu achava que as pessoas precisavam achar a sua respectiva metade, tampa da panela, tanto em amizades, relacionamentos, trabalho, famiage, tudo, enfim. Aí percebi que esta era uma visão ingênua e romanesca demais das coisas, que era algo apreendido do chamado "amor verdadeiro ou amor romântico"

BREAK (a little sobre essas duas coisas)

Segundo Regina Navarro, psicóloga carioca, em seu livro A Cama Na Varanda, argumenta que a forma de amor na qual comumente é inquestionável nos dias de hoje foi algo construído e apreendido desde o século XIII, num processo beeeeeem lento. De que as pessoas só seriam felizes com uma pessoa só na vida, que o amor e a paixão (aqui confundidos) durariam para sempre, que seria impossível ter mais de um amor ao mesmo tempo, de que um pouco de ciúme é ótimo pro relacionamento. Nota-se de passagem a tremenda da discriminação entre os homens e as mulheres, tanto que geram estereótipos do tipo homem solteiro está aproveitando a vida... e mulher solteira ninguém a quer. Também aqui se aplica o caso da traição, de que quem trai não ama mais a pessoa, de que as mulheres são sempre santinhas, etc, etc e etc. Os meios de comunicação adoram explorar esse tipo de amor.
Penso que o lado bom disso é que os relacionamentos ficaram mais humanizados, houve a instalação da ternura, do casamento por amor, do carinho entre os pares, ainda que tímido no início. Mas pros tempos atuais, as consequências são desastrosas: várias pessoas são obrigadas a aturar maridos e mulheres em casamentos de fachada, no lugar da construção do relacionamento só há agressão, não admitir que o amor acaba pq simplesmente acaba, de que o ciúme sim é uma coisa podre e doentia. O livro da Regina, aparentemente parece super pessimista, tanto que ela não apresenta receita nenhuma. Ela quer apenas "arejar" as idéias de amor e sexo para que as pessoas estabeleçam um diálogo nesse mundo instável e busquem o equilíbrio. Sem dúvida, pra mim, esse livro foi ótimo pq me abriu inúmeras janelas de pensamento sobre o amor.


Também houve o tempo no qual eu pensava que as pessoas são completas sim, que Deus jamais nos faríamos incompletos pq seria aberração, e que as pessoas apenas procuram afinidades, compatibilidades e que daí estabelecem algo, constrói algo. Aí percebi que o perigo disso é que tendemos a ser prudentes e racionais demais, como se o amor (aqui equivale a todas as formas) fosse algo que pudesse ser totalmente exemplificado numa fórmula. Se assim fosse, a gente estaria se relacionando com pessoas exatamente iguais a gente e se mesmo assim estivéssemos com alguém diferente, o choque seria tanto que acabaria sendo insustentável. Ou padronizaríamos o mais fraco em caixinhas bonitinhas. Perderia a essência.
Hoje eu acredito em algumas coisas:

1) que somos pessoas incompletas e que nos completamos uns com os outros e por isso existe amizade, amor, família, consciência, sociedade.

2) que o estar só é uma constante na nossa vida, e que jamais podemos esperar que o amor queira resolver todos os problemas, não criando falsas expectativas. Que nascemos só e morreremos só. Nossa cultura não nos educou para a solidão, por isso é tão horrível chegar em casa às vezes e estar tudo em silêncio...

3) que existe uma diferença ennnnnooooorrrrme entre ser apaixonado pela pessoa (mesmo com todas as irritações e frustrações, mas se as coisas boas superam as ruins e há diálogo e carinho, vai-se embora) e pelo fato de estar apaixonado (aí resulta de nos entregarmos pouco, de criar barreiras, de usar as pessoas como se fossem copos descartáveis).

4) que mais do que as porras de teorias de relacionamento, livros de auto-ajuda e o escambáu de amor, para se estabelecer diálogo verdadeiro com o parceiro é preciso primeiro conhecer-se, aceitar-se, e saber que somos humanos, sujeitos a cenas de infantilidade e cagadas enormes.

5) que um dia o amor pode acabar pq simplesmente acaba e não há nada que possamos fazer quando isso acontece senão ser verdadeiro consigo e com o outro.

6) que o acaso existe sim. Que há fatores e forças tão absurdas neste universo que fazem com que uma pessoa encontre com outra exatamente naquele dia, naquela hora, e que justamente só ela no mundo é que é importante. Que só ela foi capaz de te cativar, sabe-se lá por que. Podemos estabelecer parâmetros pra isso, mas jamais quantificar ou racionalizar isso cem por cento. Simplesmente acontece. Aí sim, neste caso, creio sim que as pessoas naquele momento, foram feitas uma pra outra. Mas que no dia seguinte, não se sabe se essa máxima perdurará.

De todas as coisas que eu vivi nesses pouco mais de dois anos aqui em curita, o maior ensinamento que tive foi esse: de que o amor é, ao mesmo tempo, ameaçador e benéfico. Basta dosarmos um pouco a cada dia. Talvez por isso que hoje valorizo muito mais minha família, meus amigos e todos os outros que amo ou amei. Que deixei de ser ingênuo mas que conservei a essência de me encantar com diálogos apaixonados que beiram ao ridículo. Que sou capaz das maiores burrices, que sou alguém difícil de conviver, mas disposto a amar e deixar-se amar.

E vocês, o que acham?

Beijocasssssssssssssss e abrazos......

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Maio


Um Pro Outro

Lulu Santos

Composição: Indisponível

Foi bom te ver de novo aqui
A gente tinha mesmo tanta razão pra seguir
Fora o som dessa guitarra
A voz sempre rouca
E o coração na mão

Surpresa certa te encontrar
A tua onda pega bem mesmo em qualquer lugar
Até na esquina do pecado
O que for da vida não nos deterá

Nós somos feitos um pro outro
Pode crer
Por isso é que eu estou aqui
E não há lógica que faça desandar
O que o acaso decidir

Tanta certeza no olhar
Tamanha pressa de chegar a nenhum lugar
Só pra ter a sensação
De que a vida passa assim como um tufão

Nós somos feitos um pro outro
Pode crer
Por isso é que eu estou aqui
E não há lógica que faça desandar
O que o acaso decidir

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Perguntinha: que coisas fazem com que duas pessoa sejam feitas uma para a outra? =)



terça-feira, 29 de abril de 2008

Isabellas Tupiniquins e o Efeito em Nosso Cotidiano

Saludos!

Não há alguma pessoa no Brasil que desconheça esse caso. Há mais de 15 dias que a mídia vem literalmente nos bombardeando, com um emaranhado de informações, revelações, etc e etc. É no trabalho, na pós, em todos os lugares que ando as pessoas puxam esse assunto. Tem horas que simplesmente dá vontade de gritar e dizer simplesmente: porra! Chega! Não aguento mais ouvir falar disso!
O interessante é que todo mundo quer dar uma de investigador e opinar, inclusive eu mesmo. Um colega da pós me disse que a guria é que se matou e quis incriminar o pai e a madrasta. A outra fica se questionando se o povo que fica em frente a casa dos parentes não tem louça pra lavar, ou seja, se não tem mais o que fazer do que ficar bisbilhotando a via alheia. Isso me lembra mto bem o caso da Madalena... lembram?!

Break... Quem foi Madalena?

Madalena: mulher adúltera relatada na Sagrada Escritura. Foi pega em vil ato com um carinha casado. As pessoas, escandalizadíssimas com o que feriria a moral e os bons costumes da época, resolveram dar um fim na vida da pobre apedrejando-a em praça pública (o detalhe disso tudo é que em nenhum momento é falado do cara com quem ela cometeu tal ato, como se só ela é que fosse a pecadora). Levaram pra um tal de Jesus (milagreiro para alguns, impostor para outros) para que o sábio opinasse. E aí o moço teve uma tacada genial: quem não tiver pecado algum... que atire a primeira pedra. O resto da história vocês conhecem...

Enfim. Os pais cederam entrevista ao Fantástico (que utimamente de fantástico tem muito pouca coisa), onde eles diziam, diziam e diziam... mas no fundo não diziam nada. As pessoas fizeram artigos, esbravejaram contra o que seria um verdadeiro atentado a vida, artistas indginadíssimos registraram sua opinião... até a Fátima Bernardes escondeu seu choro em pleno JN. Agora, a pergunta que não quer calar é: até que ponto este caso altera a vida de milhões de pessoas que todos os dias são violadas do direito a vida, crianças que são assassinadas descaradamente e tantas outras mazelas? Por que é que o caso dessa guria doce que teve um fim trágico veio a tona e dos outros não? Porque talvez ela é da classe média paulistana, mesmo com o pai falando um português que sinceramente me envergonha.
Se fizermos uma linha histórica, veremos que grande parte dos casos que "mexeram com a opinião pública" os envolvidos pertencem a classes abastadas, ou média.
Meu registro aqui não é de alguém que queira simplesmente que tudo se foda. Até porque eu sou um cidadão otimista brasileiro e que, acima de tudo, acredita nas instituições e nas pessoas. E espero que os culpados sejam punidos nesse caso.
Contudo, nunca devemos nos esquecer que para que tais coisas sejam minimizadas, é preciso que a gente ensine as pessoas a respeitarem umas as outras, desde pequenininhas. Parece romântico demais pros dias de hoje, mas ainda sim é válido. Assim, casos de artistas fazendo artigos violentíssimos no jornal pq simplesmente roubaram seu rolex, ou quando forem encontrados dólares na cueca, ou ainda quando bandidões do crime organizado dentro das cadeias coordenam suas ações (às nossas custas) simplesmente não existiriam... pq um lixeiro seria tão valorizado qto um psicólogo, turismólogo ou artista. Pq simplesmente é pessoa com direito a vida, a comida, e amor e segurança.
O caso relatado nas escrituras nos ensina muito. Ir na casa da família (querendo ou não, eles estão abaladíssimos psicologicamente) fazer escarcéu, tacar pedras e bater em todo mundo para simplesmente expiar as culpas de cada um não adianta muita coisa. Também exigir das autoridades respeito se nem ao menos a gente não respeita nosso vizinho é demagogia pura.
Que Isabella descanse em paz... e que tantas Isabellas ceifadas em nosso país também. E, acima de tudo, que nunca descansemos de lutar a favor da vida, indistintamente, mesmo que nosso sistema pregue que os pobres são necessários porque simplesmente dão lucro.

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1) Beijos e abraços a todos.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Certezas, Incertezas e a Vida Nesse Bojo Todo

Eu tenho algumas certezas:
certeza de que sou feliz hoje
certeza de que existe um hoje
certeza do meu amor
certeza de que sorverei deliciosamente meu suco (gengibre, hortelã, limão e abacaxi)
certeza de que seus braços me confortam e
certeza de que vou morrer.

Entretanto não tenho certeza alguma:
se morrerei hoje, amanhã ou depois
se haverá um amanhã para todos
se meu delicioso suco me fará um bem ao meu sistema imunológico ou se me dará um belo de um desarranjo intestinal!

Se ficarei contigo e você comigo e
se serei feliz amanhã.

P.S.: e é aí que está a graça de, tão somente, viver.

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Escrito nesta quinta, depois de cabular a aula da pós porque simplesmente não queria ir, depois de pensar na vida e nas coisas, sorvendo um suco, tomando uma beberagem pra minha insistente gripe, contente, com expectativa de como será o filme que assistirei em poucos minutos (e, diga-se, estou meio atrasado pra sessão).

Beijocas, abrazos... enfim!

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Coisas Que Definem Muito Bem a Gente em Poucas Linhas


Seiscentos e Sessenta e Seis

A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são 6 horas: há tempo...
Quando se vê, já é 6ªfeira...
Quando se vê, passaram 60 anos...
Agora, é tarde demais para ser reprovado...
E se me dessem - um dia - uma outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio.
seguia sempre, sempre em frente ...

E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...


Mario Quintana, in: Esconderijos do Tempo

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1) Que vontade de viajar pra qq lugar que nunca fui...
2) Por que é que a gente quer fugir da instabilidade e das adversidades se nada na vida é estável? É muito óbvio isso... mas quem é que consegue colocar efetivamente na prática? (se souberem da receita, me avisem)
3) Que saudade de inúmeras pessoas, mas especialmente que saudade da Lidi e da Jackou!
4) Queiram, por gentileza, responderem minha perguntinha nos comentários: que coisas definem vocês em poucas linhas?

besitos....

quinta-feira, 20 de março de 2008

Notícias....

Saludos compañeros!!!

Dia desses vi no jornal da record estadual (utimamente ando me esforçando para passar mais tempo em casa, quietinho, vendo jornal, lavando roupa e limpando tudo regularmente... tudo como manda o figurino de um dono de casa, rs) uma apreensão recorde de LSD, aqui no PR. Nem prestei atenção onde é que era isso, mas fiquei fascinado com o material apreendido: eram várias cartelinhas com selos de carta, inocentezinhos, bonitinhos, meiguinhos. Cada selinho era dividido em vários quadradinhos onde eram vendidos nas raves a 10 pila. Na hora pensei: esse lance é bom pra deixar a gente acordado pela manhã?! Não, meus caros, neste ponto sou "careta" e nem experimentei droga nenhuma, apenas por falta de vontade mesmo e por outras razões que nem quero explicar aqui. Não também, não sou desses que fica fazendo um discurso xiita sobre isso, que nem as instituições conservadoras fazem com a camisinha. Sim... faz mais de 15 dias que a única coisa que quero é ficar o dia todo na cama.... mas bem... onde estava?!
Hum... acontece que hoje, quando acordei, resolvi tomar o xarope pra bronquite... e não é que o negócio me deixou mais ligado?! Acho que vou estocar esse xarope... e vender nas raves como: Salbutamol... a droga do momento.... rs
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Há cerca de um mês me rendi a um lance chamado TERAPIA. Sim... a vida toda achava uma babaquice danada (e ainda acho) as pessoas pagarem pra contar suas vidas pra uma pessoa totalmente estranha... e ela, com os pressupostos, baluartes, salamaleques e todos os qua qua quás da psicologia orientar, dar conselhos, ouvir, julgar... Tanto é que na primeira sessão disse pra guria que eu me sentia um idiota e com raiva de mim mesmo por procurar uma pessoa como ela pra me ajudar... ela simplesmente ficou me olhando...
Bem, ser falante que sou, e tal... o fato é que curti a guria. Talvez as circunstâncias que me levaram até lá me ajudaram a isso, mas simplesmente curti ela, achei fofa a guria. Até ela mostrar as garras e me colocar na parede, na última sessão, dizendo que eu deveria, pra começar, ser mais honesto com ela. Confesso que despertaram coisas adormecidas em mim... somadas ao que ela disse e tudo mais, saí de lá com uma puta de uma raiva e estranheza, e teimosia em saber onde é que isso vai dar... se serei mais consciente dos meus desajustes ou não, ou se acabo metendo a boca nela, como já fiz com muita gente...
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Que mais?! Largado na pós, trabalho igualito como siempre, continhas como siempre, relacionamento bien até que se prove o contrário, casa boa, sorrisos iguais, personas na minha casa, saidas casuais, conversas virtuais casuais, rusgas com amigos aqui e acolá, vivendo e aproveitando sempre. Resumindo... me sinto estranho... num processo de transição... mas curioso no que isso vai dar. E, acima de tudo, esperançoso.

E vocês, que notícias e ares me contam?!

;-)

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Quando Ela era ele (ou ele era ela)


Saludos!

Será que é só comigo, ou há beeeeem mais gente que gosta de músicas antigas e/ou filmes bem antigos nos quais se fizermos uma análise da história constatamos que ele era clichê demais, ou água com açúcar demais, ou não-convincente demais, mas havia algo de, digamos, magia, que se percebe pouco hoje?
Sempre quando vou ao cinema, especialmente sozinho, percebo que cada vez mais os filmes estão chegando a dois extremos: ou as sinopses são muito densas ou são simplesmente descartáveis. Toma-se como exemplo Sexo Com Amor, Cloverfield e Onde Os Fracos Não Têm Vez, os três últimos filmes que vi. O primeiro parecia uma novelinha das sete da nossa famigerada, porém global, emissora tupiniquim. A impressão que tive é de que o diretor apenas preocupou-se em lançar as histórias, nada mais. Ficou estranho. Sobre o segundo, de tão sem noção que achei... ...simplesmente fiquei sem palavras para descrever.
Quanto ao último: Achei ótima a interpretação do Javier Barden, o enredo bem construído, a conexão com a realidade. Entretanto, saí do cine com a impressão tão pessimista de tudo que Deusolibre!
Claro, há filmes atuais nos quais mesmo com histórias muito densas possuem um quê de beleza, magia e esperança, como Beleza Americana e As Horas, por exemplo. Mas filmes como esses, é verdade, são cada vez mais raros.
Talvez meus caros leitores tirem certo sarro, mas um dos filmes que mais marcaram minha vida é um beeeem antigo, de 1983, chamado Tootsie.

BREAK (um pouco do filme)

Sinopse

Desesperado em busca de emprego, Michael Dorsey (vivido por Dustin Hoffmann), um ator perfeccionista e de temperamento difícil resolve se vestir de mulher para disputar um papel feminino em uma telenovela. O que ele não esperava era obter tanto sucesso com o seu papel. Porém, manter a farsa, fica cada dia mais complicado, especialmente porque ele se apaixona por Julie Nichols, uma das atrizes da telenovela, e se se declarar, acabará revelando que é um homem.

Hoje, a caminho do trabalho, enquanto refletia sobre as bênçãos e estresses da semana, tocou no rádio a música-tema desse filme (It might be you, by Stephen Bishop). Pensei na história tosca do filme, mas lembrei da conexão com a realidade: dos momentos que fingimos ser outra pessoa para agradar algo, conquistar alguma coisa ou pessoa, quando na verdade simplesmente deveríamos confiar mais no nosso taco, simples assim. Afinal, meus caros, viver dói. E quem não estiver DISPOSTO a viver, segundo a filosofia do Capitão Nascimento: PEDE PRA SAIR!
____________________________________________________________________ 1) Saludos para Tati, mais nova colega da companhia blogueriana.

2) Quinta-feira resolvi tomar uma cerva, sozinho, num bar cubano, depois da pós. Há mais de um ano que não fazia isto com tanto prazer na alma, ainda mais sendo eu um carinha observador.

3) Acho que as ótimas mudanças vêm por aí... dá pra sentir isso no ar, mesmo com as poluições diárias...

4) comentem, comentem e comentem.




terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Alea Jacta Est!


Salve! Ser curioso que sou, dei de cara na internet com as previsões, digamos, cabalísticas, para meu signo neste ano (que é toda aquela coisa de ano de marte, Ares, deus da guerra, enfim...). Acho essa história de signos curiosa: quase todo mundo vive dizendo que não acredita, bla bla bla, entretanto sempre que pode, "ocasionalmente" fica lá, dando uma fuçada. Creio que eu faço parte desse grupo de pessoas. No entanto, eu fico sempre intrigado porque se mudarmos o signo e trocarmos as palavras, a impressão que dá é de que eles dizem a mesma coisa pra todo mundo, como se todos nós fôssemos uniformes. Os signos querem tentar padronizar algo que é inerente a individualidade. Deixa eu explicar: Sou nascido no dia 20 de maio, último dia de touro, por volta das nove da noite, acho. Segundo isso, o simples fato de ter nascido taurino, me rotulam com um monte de características que sei do mais íntimo de mim que simplesmente não correspondem com o meu ser. Por um bom tempo até que fui bem mais fervoroso qto a isso, escolhendo minhas amizades e amores com pessoas, digamos, compatíveis. O resultado, como era de se esperar, deu em bode. Sofria por um bom tempo, me perguntando por que raio as coisas deram errado sendo que todas as previsões diziam exatamente o contrário. (isso os astrólogos e quase todos os ólogos sequer dão uma explicação razoável). Até que descobri uma coisa: as individualidades de cada um é que compõem a riqueza do nosso ser. É como se houvesse dias nos quais eu acordaria leonino, almoçaria capricorniano, trabalharia virginiano e dormiria pisciano. Sempre a gente fica imaginando pessoas nas quais elas teriam todas as qualidades nas quais sempre sonhamos. Ou seja, vemos as coisas de uma maneira distorcida e romanceada demais. Por um tempo isso é bom, pois segundo a psicologia, precisamos das ilusões para viver bem. Mas aí vem a convivência, o dia a dia, e as coisas parecem um dramalhão barato mexicano, vêm as acusações, etc, etc, etc. Penso hoje que o lance é administrar esses conflitos, pesar na balança o que é bom do que não é e seguir a vida, assoviando. Desapegar a essas tentativas de padronização burra das coisas e ir em busca da essência de cada um e principalmente da sua. Não é errado acreditar em finais felizes, assistir comédias bobas românticas, ligar para aquela pessoa só pra ouvir a voz, se sentir meio poliana. Entretanto, é perigoso querer viver sempre esse estado de euforia e não admitir que tem dias nos quais nascem cinza porque nascem, simples assim. Estou com muitas dúvidas na minha cabeça, com algumas dores no coração, mas com a esperança, consciência e otimismo de me relacionar com as pessoas. Pois só assim posso ficar indiferente a essas coisinhas burras que a gente lê e fazer até da tristeza um samba, como fazia nosso saudoso Vinícius de Moraes.
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1) Aos leitores: abrazos, besos e deixem sinal de vida, recadinho, fumaça, enfim. ;-)

2) Resolvi fazer um quadro de metas para esse ano, em parte pra contradizer tudo o que eu disse, em parte para concordar. Vai entender... rs

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Pós Carnaval e Pré Bossa-Nova?

Salve personas!

As pessoas comumente vivem dizendo que a realidade cai bem à tona depois que acaba o oba-oba do carnaval. Sinceramente às vezes penso que esse período todo de quaresma e recolhimento é meio que um castigo dum período taaaaaaao "devasso", digamos assim.
Dia desses li num blog duma guria que nunca vi na vida, mas simplesmente adoro as coisas que ela escreve (www.respeitemeusmullets.blogspot.com) que ela estava meio cansada da atmosfera pesada de tudo. Queria coisas leves, comédias bobas românticas, pessoas bobas românticas, tudo azul, que nem aquela música da Baby do Brasil *

BREAK (Em linhas resumidas para informação de todos)

*: mulher que nos anos 80 cantava hits de sucesso na terrinha tupiniquim. Tem três filhas cantoras (será?!), de nomes impronunciáveis. Levava una vida loka e, desde que aceitou jesuis, largou daqueles tempos, trocou de nome (antes, Baby Consuelo). Mas não trocou a tinta do cabelo.

Enfim... há algumas semanas assisti o filme Transamérica (pela 3ª vez) e uma frase martela constantemente minha cabecinha: "...ou minha mãe está certa e eu sou uma pessoa volúvel mesmo".
Confesso que estou numa fase da minha vida que se parece com esse tempo meio castrador quaresmal (desculpem a sinceridade, apesar da minha catolicidade, esse tempo bem que podia ser numa outra ocasião, mas...): a alegria do carnaval está se esvaindo, vejo tudo com uma brutalidade das coisas, meu coração anda despedaçado, ouço muita coisa de todo mundo mas muito pouco daquilo que tudo ouvi serviu realmente pra estancar essa puta dessa raiva surda.
Só espero que esse tempo seja transição para a bossa-nova, onde até nas dores de amor, trabalho, família e todo o bla bla bla, os participantes do movimento sabiam celebrar com elegância as alegrias e desgraças.

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1) Abrazos y besitos caramelados a todos...

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Innocence (tradução)
Bjork
Composição: Bjork, Timothy Mosley

Eu uma vez não tive medo, absolutamente nenhum
E então quando eu tive algum
Para minha surpresa eu cresci para gostar de ambos
Assustada ou corajosa, sem eles
A emoção do medo
Pensei que eu que fosse admitir isso
A emoção do medo
Agora apreciada grandemente com coragem
Quando eu uma vez fui intocável
A inocência rugiu, ainda espanta
Quando eu uma vez fui inocente
Isso ainda está aqui, mas em lugares diferentes
Neurose só se gruda a solo fértil
Quanto ela pode florescer
A emoção do medo
Pensei que eu que fosse admitir isso
A emoção do medo
Agora apreciada grandemente com coragem
Quando eu uma vez fui destemida
A inocência rugiu, ainda espanta
Intocável inocência
Isso ainda está aqui, mas em lugares diferentes
Medo é uma droga poderosa
Domine-o e você acha que pode fazer tudo!
Eu deveria me conservar para mais tarde
Ou ceder generosamente
Medo de perder, energia está drenando
Ele trancada seu peito, desliga o coração
Miseravelmente e mesquinho
Vamos abrir: compartilhe!
Quando eu uma vez fui destemida
Inocência rugiu, ainda espanta
Intocável inocência
Isso ainda está aqui, mas em lugares diferentes

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1º: ouvi essa música (segundo um amigo meu que acabou me acompanhando numa baladinha de rock no sábado de carnaval), mas nem prestei atenção na letra. Entonses, hoje, ele me enviou por link do msn e achei que ela traduz a saudade da minha inocência por tudo: pessoas, sentimentos, eu mesmo. Entretanto, cada vez mais prefiro ser assim.

2º: beijos Thá, Lou, Nana e Guto: o carinho, as risadas e as reflexões que vocês me deram nestes dias foram únicos, singulares.

3º: Cumprimentos pelo niver da jackou: daqui mesmo comemorei muito por você! ;-)

4º: hoje tem balada com músicas toscas! Uhu! Que carnaval divertido!

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Meus Carnavais em Curitiba

Salve!

Considerando que a minha vida é um turbilhão de coisas, sentimentos e acontecimentos, os três períodos de carnaval que passei nesta cidade (digamos que isto soa como pós-scriptium, rs) foram, digamos assim, curiosos.

o 1º: resolvi me mudar pra cá justamente nestes dias. Aproveitei com meu amigo Vitor, fomos para alguns lugares toscos, etc, etc. Ri muito

o 2º: meus amigos todos viajaram... eu fiquei por aqui mesmo... todos os dias, em casa. Apesar disto, não foi tão ruim assim.

3º: o deste ano é ano de decisões, reclusões e outras cositas. Não reclamo, faz parte do período.

Azúcar!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

I Don't Feel Like Dancin


Salve!


A-DO-RO!


Gosto de coisas irônicas, das maneiras como certas "feitas" acontecem na sua vida e você segue, dando risada ou levando as mesmas à la Charlie Brown ('que puxa'!). O fato é que essa banda (scissor sisters) tem cada música que traduz exatamente as ironias da vida. No meu caso, a música I Don't Fell Like Dancin me fez pensar hoje nos contrastes, delícias, estresses e piadas do meu relacionamento.


Azúcar!


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1) Acho que, como diz um amigo meu, o inverno resolveu tirar férias aqui em curitiba. Ahgh!


2) Meu chefe utimamente anda me tratando tão bem! Não sei se pq ele cansou de ficar vermelho de raiva cada vez que eu abria minha santa boca para dar alguma opinião ou porque utimamente eu fico dando uma de poliana: tá tudo muito bem, tudo muito lindo, tudo ótimo...


3) Cantar músicas de boteco bem no meio do expediente é ótimo: faz os outros pensarem que você tem um parafuso a menos (90 % dos casos isto é verdade mesmo). E só reforça o argumento de que ser normal, convencional, preto e branco... é chato!


4) saludos a todos que insistem em ver meus devaneios...

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

2 Anos


Salve! (parece saudação de paidesanto do terreiro da mãe iansã, mas td bem)

Tive duas gratas surpresas logo cedo: vejo que minha amiga e companheira de uma confraria literária Jackou voltou a deixar mais bacana o mundo virtual com seus escritos (
eba!) e no orkut dessa garota vi umas fotos que me fizeram lembrar de mtas coisas. Fiquei com os olhos marejados, e olha que nem é daqueles marejamentos baratos, ou dramas mexicanos, enfim (tá, eu sou emotivo... mas e daí?!), o fato é que parece que as coisas aconteceram ontem... e já estou aqui há dois anos. Poutz! Quanta coisa eu deixei de viver com eles (meu amigos e conhecidos), por eles e sem eles na terra das cataratas! Em dois anos vc faz mtas coisas, dependendo da vontade e disponibilidade.

BREAK (COISAS QUE PODEMOS FAZER EM DOIS ANOS)

  1. FILHOS, FILHOS E MAIS FILHOS (E VIVA O BOLSA-FAMÍLIA!)
  2. ARRANJAMOS UM PUTA DE UM EMPREGO E TORNAMOS UM EMPRESÁRIO BEM SUCEDIDO (HUMMMM, A CHANCE É UMA EM UM MILHÃO, BUT LA ESPERANZA...)
  3. INSCREVEMOS NA BOBAGEIRA DO BIG BROTHER, SOMOS CAPA DA PAPARAZO, (COM DIREITO A CONFISSÕES DE QUE É POBRE, SOFREU MUITO NA VIDA E QUE NEM É UM ROSTINHO BUNITINHO, OU É GAY... CÁ ENTRE NÓS; SÓ PRA GANHAR IBOPE, FICAR BEM NA FITA), E GANHAMOS CONTRATO NA GLOBO... UAU!
  4. EXPERIMENTAMOS VÁRIAS POSIÇÕES SEXUAIS.
  5. AS CLÁSSICAS: PLANTAR UMA ÁRVORE, ESCREVER UM LIVRO, ADOTAR UMA CRIANÇA, CONHECER O MUNDO, "SE ESPIRITUALIZAR".
  6. IR EM FESTAS TOSCAS, REGADAS A MÚSICAS DO SIDNEY MAGAL, E MESMO ASSIM VC ESTAR LÁ, FELIZ DA VIDA.
  7. ETC, ETC E ETC..
O fato é que neste período eu fiquei mais pobre, com roupas mais surradas, com mais calos no coração, dedos e tal. Mais careca, com uma pança absurda, apesar da minha magreza. Mais estressado, cada dia mais parecido com meu brother donald (o pato, lembram?!). Entretanto, dois anos nos quais eu me senti LIBRE. E isto, meus caros, não há preço que pague. Tive que fazer escolhas na minha vida, e estas escolhas implicam em responsabilidades... mas depois de um tempo... qdo vc começa a sentir na pele os resultados da sua "maluquice" de chutar tudo pro alto, poderás, no alto da alegria e desgraça, brindar com o universo.

azúcar!!!

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1) Obrigado, Jackou! O amor que sinto por vc é muito mais do que todas as composições e gravações melosas de todos os cantores de bolero do mundo!

2) Obrigado ao fim de ano maravilhoso que tive em Foz (Dani, Jacques e famiage, Rafa, Vô, Ramona, Lidi, Tha, Azul, Carol, Jean, Unioeste, Flavião, Xandelis, Vanessa, Digo, Templo Budista, Paraguay, Natal em Família...e todos que nesta hora tive um laspo e esqueci, mas nem por maldade). Convivi com pessoas especiais que estão mais do que cravadas na minha mente.

3) Obrigado pelo ano espetacular de 2007 e por estar longe de todo mundo que amo, simples assim. A saudade dói... mas é ótima: faz o reencontro e as lembranças ficarem mais gostosas.

4) Obrigado Will, por ser você.

5) Obrigado a mis companheiros de Curita!

E bola pra frente... 2008 q me aguarde!

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Ser Ou Não Ser Medíocre: Eis a Questão [ou resposta]

.... Et la foule vient me jeter entre ses bras....
[La Foule, música interpretada por Edith Piaf]
Um dia comum numa semana estranha. Uma semana estranha num contexto bastante previsível, de uma vida onde iniciou sem saber como, cresceu por teimosia e desenvolve-se com interesse, dentre tantos clássicos (estudar, ter dinheiro, namorar, casar, ter filhos, reconhecimento no trabalho, na sociedade, status quo), um apenas martela minha cabeça nesta quarta meio fria: de saber até que ponto minha passagem neste lugar faz alguma diferença.
Ao meu ver, esta nossa era é notável se comparada a todas as outras da história: a maioria das pessoas têm mais acesso a informação, alimentação e todo o bla bla bla que sabemos. Entretanto, não sei até que ponto "ruminamos" isto tudo.
Como os animais que mastigam exaustivamente a comida, tenho minhas dúvidas se eu apreendo tanta coisa que recebo.
A gente levanta, escova os dentes, veste a roupa, ouve as mesmas músicas no mp3 (ou por preguiça de procurar mais coisas e atualizar sempre a playlist, ou por um saudosismo, ou ainda porque elas estão tão arraigadas que já fizeram parte de uma rotina aparentemente estática), vai trabalhar, estuda, come, telefona, namora um pouquinho, vê um filmezinho, vai ao teatro, dança, vê tv, vê os dias passarem rápido demais, lê um monte de coisas, tecla exaustivamente na internet. Passa a semana! Passam-se as horas, minutos, segundos, milésimos de segundo. E as mesmas preocupações, pessoas, lugares, rotinas, afazeres e questionamentos da semana. SEM AO MENOS RUMINAR TUDO ISTO.
Desde que escrevo aqui, seja por vaidade mesmo, ou desabafo, olho a mediocridade como algo negativo, até porque essa palavra sempre têm a conotação de algo ruim.
Hoje, e tão somente hoje, tenho inveja dos medíocres.
Pessoas nas quais rotulamos com esse título, segundo uma definição nossa, são aquelas que tem uma vidinha, sem se preocuparem com as questões sociais, as revoluções, uma evolução, a informação. Eu, por ter curso superior, morar numa cidade grande, conhecer mta gente, "preocupar-se" com as grandes questões mundiais sempre achei q era melhor do que esta gentinha. Ledo engano.
Engano porque recebo tanta coisa e mal tenho tempo de desfrutar tudo isto e viver, tão somente viver, sem falsidades, euforias demasiadas, rosário de tristezas, moralismos. Viver, tão somente isto. De consciência tranquila. Saborear cada minuto da semana, seja ela boa ou uma verdadeira bosta.
Tenho inveja destas pessoas nas quais chamo de medíocres. Elas podem ter a visão limitada de muitas coisas, mas sabem muito bem o que vê. Minha visão pode ser grande, mas simplesmente não aprendi o que fazer com ela, o que interpretar de tudo isto.
Que razões eu creio para viver? Qual a razão para decidir? Qual a razão para agir?
Pelo menos hoje, e tão somente hoje, mesmo que amanhã tudo esteja igual, quero educar meu olhar para a calma, a simplicidade. Ou a mediocridade. Tanto faz, podemos dar o nome disto o que quiser.
Azúcar!

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Pessoas, Pessoas e Pessoas...

Buenas!

Por muitos dias eu simplesmente nem sentia mais vontade de escrever. Não que as coisas acontecidas na minha vidinha nesse período não tenham sido bacanas. Dei ótimas risadas, fiquei fulo da vida em algumas situações, e em outras saí assoviando. Li muita coisa boa, ouvi outras nem tão boas assim... ouerever!
No entanto, hoje fui motivado a escrever sobre pessoas, dado um acontecimento particular aqui no meu ambiente de trabalho e as motivações ocultas, inconscientes, diante de tal fato. Num primeiro instante, o primeiro pensamento que me vêm é: AS PESSOAS SÃO FODA!
Entonses me propus a esmiuçar as diversas variantes desse foda:

a) gente que quanto mais você convive, mais dá vontade de ficar mais perto.
b) gente que quanto mais abre a boca, a vontade de sair correndo é graaaande.
c) gente que quanto mais se aprofunda sobre qualquer assunto, mais quer convencer os outros a qualquer custo que a sua verdade é absoluta [sei que na comunicação o instrumento de convencimento é sempre presente, e eu, como bom amante das palavras e letras, uso bem disso. Acontece que tem gente simplesmente fanática, surda... e por aí afora]
d) gente que só de olhar vc já sabe o que quer dizer.
e) gente que se faz de cordeirinha pra impor vontades, leis, decretos. São os déspotas esclarecidos da atualidade.
f) gente que emana uma energia boa.
g) gente que cheira a piadas do juca-chaves: velha...
h) gente como os vinhos: quanto mais velha, melhor...
i) gente como vinagre: com aquele gosto que "amarra" na boca...
g) gente, gente, e gente...

Quais dessa gentes priorizamos no dia a dia?

Azúcar!





quarta-feira, 22 de agosto de 2007

O Exercício de Escrever

Pois Bem... entrego os pontos!

Às vezes fico imaginando milhões de pessoas transitando por aqui. Eu e meu nada modesto ego se sentem massageados por essa visitinha, apesar de ter a plena consciência de que pelo pouco que escrevo aqui, não dá pra tirar muita coisa. Em outras palavras, não tem histórias fantásticas, nem fervo, nem relatos picantes. Rien de rien.
Tudo para mim é passível dum bom texto, uma boa escrita. A mobilização da não prorrogação da CPMF, por exemplo. Vejo a indignação de muita gente que lá, coitada, tira seu dinheirinho da poupança, tem uma taxa irrisória lá no comprovante e pensa: deixa pra lá, nem vale a pena reclamar do desconto, do imposto, da cobrança indevida.
Daí podemos sugar todas as palavras e expressões possíveis, prós e contras, sobre esse assunto. Daria um puta dum texto.
Mas daí fico imaginando: Com a correria do cotidiano e a massificação de pensamentos [especialmente de quem é da minha faixa etária, onde o lance é beber, vestir bem, mostrar o corpitcho e trepar loucamente, pelo menos com camisinha...ufa!], quem é que liga pra CPMF? Nem, já descartei...
Depois pensei nos acontecimentos políticos que passam por aqui: mensalões, sanguessugas, figurões usando "laranjas" pra ganhar mais dindin [tadinhos, estão servindo ao povo, são tão pobrezinhos e necessitados...]... enfim, surgiu uma luz espetacular e pensei: noooooooossaaaaa, que belo post daria.
Mas daí, a velha incoerência, sensatez, pessimismo, autocrítica... sei lá, de mim, pensou: deleta mano! Isso nem vai... seu textozinho nem fará diferença pra nada.
Entonses pensei em falar de coisitchas [hunf...apelando agora pra esses expressões fofutchas...] del corazón: minhas experiências, as dos outros, os poemas, livros, discos, filmes e frases que me tocam.
Mas lá estava ela, sisuda, de óculos bem grossos, um belo talheur [a censura de meu ser], argumentando: Para quê? Quem quer saber de histórias melodramáticas cheirando a discos do Roberto Carlos?? Hunf!
Bem, depois de todas essas experiências me convenci de que nunca terei cacife para escrever textos como Drummond, Quintana, García Márquez, Jabor e tantos outros escreveram em algum momento de suas fantásticas trajetórias. Também percebi que isto aqui cada vez mais está à míngua, tanto da minha parte, bem como de quem deixa pelo menos um recadozinho dizendo:ooops, passei por aqui. Entrego os pontos nesse quesito!
No entanto, estou cada vez mais convencido de que esse jeito michelito de olhar e escrever as coisas é o que me dá mais prazer e me dá o título de escritor, ainda que o exercício seja sofrido e o resultado pífio.

Azúcar!

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Sobre Pessoas

Buenas!
Mesmo pouquíssimo empolgado em participar dum evento, convidado pela minha colega de trabalho e amiga Vera, resolvi ir. Como quase todos os eventos que costumo ir, fui sentar na última fileira e bem atentamente observei os sinais. Ouvi dizer um dia que tem gente que fica incomodado com a felicidade dos outros. Pois bem, no começo eu achava muita forcação de barra, aquele povo todo dando muita risada, contentissíssimos com as megahiperultra extraordinárias coisas que aconteceram na vida delas, parecia até que eu estava num culto da Universal, ou num daqueles inúmeros retiros e cursos que eu fui e cheguei a organizar um dia.
Já no fim da tarde, apareceram dois palestrantes que obviamente, como todos os outros, defendiam seus produtos apresentados. Acontece que as coisas que eles diziam, de cunho extremamente prático e motivacional na dose certa, mexeram comigo. O mais interessante é que eles falavam muito mais da simplicidade em viver bem [aproveitar a vida] do que pura e simplesmente apresentar a eficácia dos produtos que eles defendiam.
Talvez por isso que uma frase martelava minha mente quando estava na minha cama, em pleno sábado agradável, em casa:
"até que ponto o ceticismo pode ser uma vício. Ou uma virtude".
;)

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Sobre Administrar o Tempo

Buenas!

Desde que comecei a trabalhar na área administrativa, sabia que procedimentos e rotinas de escritório geram uma carga de estresse. Mas hoje foi um daqueles dias nos quais eu sentia que estava forçando meu corpo e minha alma a aguentar mais do que podia. Em suma, foi um dia de trabalho bastante difícil.
Minha colega de trabalho Simone me contou, no decorrer do estresse dessa sexta-feira, que um pai de um amigo dela tinha morrido hoje, de um jeito fulminante. Fiquei pensando na carga de coisas, metas, incompetências, competências, prazos, clientes, pessoas que nos cobram a todo instante, e os consultores empresariais cada vez mais defenderem a bandeira de que isso é normal.
Entendo que a normalidade seja um estado de equilíbrio das faculdades físicas e emocionais, no entanto não é o que a gente vê na maior parte das empresas. Então, de que adianta cumprir inúmeras metas se perdemos saúde, bem-estar? Qual é o objetivo de tanta gente acumular tanta coisa diante de si, porque julga simplesmente não conseguir viver sem aquilo [internet, celular, palm, mp4, laptop, balada toda semana [de uma maneira religiosa, tanto que até passou do patamar da diversão e passou a ser obrigação, porque o exercício de sentar e ficar em casa é duro!], enfim... para que tanta coisa se na verdade a gente precisa é de tão pouca coisa?
Há gente que acha primitivo acreditar numa força maior que nos dá a vida, ou que otimismo em excesso é piegas, ou ainda que admitir que falhou é sinal de fragilidade.
Eu me sinto meio frustrado porque confesso: não estou conseguindo lidar do jeito que eu gostaria, com todas as pressões e acontecimentos. Sei que preciso do dinheirinho pra pagar minhas contas e dar o mínimo de coisas.
No entanto, também sei que essa vida de metas, otimização dos resultados, planilhas, custos, prazos, prazos e mais prazos extenuantes e sacais não é o que eu quero pra mim. E mesmo com tudo isso, batalho cada dia pra conseguir me desvincular de todo esse bojo.
bem, é isso...

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Sobre Coisas e Lugares Comuns [e que na verdade nem são taaao comuns assim]

Buenas!

13:49 de uma segunda-feira, 13 de agosto de 2007. Um bom dia para escrever coisas extraordinárias, deixar alguma mensagem de incentivo, ou qualquer outra nomenclatura do gênero.
A bem da verdade é há quinze minutos eu estava pensando no que postar hoje. Então resolvi falar um pouquinho sobre coisas comuns. Especialmente, das coisas comuns que me incomodam, diga-se: convívio.
Sábado a noite fui ao café do teatro papear um pouco, sociabilizar, curtir. Diante de alguns comentários super desagradáveis que ouvi [independentemente de certo ou errado da perspectiva de quem disse e quem ouviu], e que, diga-se de passagem, faz parte de comportamentos irritantes cada vez mais comuns, fui andar um pouco antes de me encontrar com o Willian.
Nessas andanças pensava em quanto eu tinha incorporado pensamentos e comportamentos que não eram meus, mas que de um momento "mágico" tornaram-se parte do meu cotidiano. De como eu esqueci que a raiz da maior parte das coisas desagradáveis que acontecem na minha vida é por culpa minha, simples assim.
Nas últimas semanas eu tenho me surpreendido com a listagem de coisas que ando fazendo de cunho extremamente prático, e de maneira bacana, até: administrando as coisas que tenho pra fazer no meu trabalho, as pendências, os projetos, as dívidas. No entanto, ainda falta muito para aprender a administrar de maneira mais eficaz os encontros e desencontros dos relacionamentos que permeiam meu caminho.